Os 17,6 quilômetros da Estrada do Colono no Parque Nacional do Iguaçu, reaberta à força por moradores das regiões Oeste e Sudoeste do Estado, no último dia 8 para facilitar o trânsito entre Serranópolois do Iguaçu (Oeste) e Capanema (Sudoeste), serão cascalhados à partir de hoje. A medida ignora a decisão Judicial determinando a desocupação da área. O trânsito, que estava liberado desde o início das manifestações, foi fechado por causa da queda de uma ponte de madeira.
Duas frentes de trabalho, formadas por oito mil homens, iniciam hoje o trabalho de cascalhamento, segundo a coordenação do movimento. As margens da estrada, invadida pelo mato durante os dez anos em que ficou fechada, foi totalmente roçada.
No sábado, os manifestantes fecharam a estrada para visitação e passagem de veículos. A ponte de madeira sobre o rio Capoerinha, que corta o parque, caiu e o trânsito teve que ser interrompido. Cerca de 300 agricultores ainda permanecem acampados nas duas pontas da estrada.
Desde que foi aberta, os organizadores autorizaram a entrada de visitantes no Parque Nacional do Iguaçu aos domingos e fechava totalmente o trânsito de carros. Ontem, não foi permitida a passagem de pessoas nem de carros por causa da queda da ponte, que estava desativada desde 1986, quando a estrada foi fechada. Com as fortes chuvas que caíram na região nos últimos dias, a madeira da ponte ficou umedecida e acabou cedendo.
A coordenação da Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec) informou que o trabalho de reconstrução da ponte será iniciado hoje, junto com a frente que vai fazer o cascalhamento.
Os prefeitos de Serranópolis do Iguaçu, Nilvo Perlim (PT), e de Capanema, Valter Steffen (PDT), acompanham hoje no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, o julgamento do recurso impetrado pela Aipopec pedindo a cassação da liminar que fechou a estrada em 86.

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