Estourado outro desmanche na RMC
Luciana Pombo
De Curitiba
Uma casa que funcionava como desmanche de carros roubados, na Rua São Lúcio, no bairro Santa Terezinha, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, foi descoberta na madrugada de ontem pelo serviço reservado da Polícia Militar (P2). A denúncia de que a residência de João Fernando Moreira Matos, 26 anos, funcionava como desmanche foi feita anonimamente. Uma equipe foi mandada para o local para verificar a situação. Viaturas do 17º Batalhão da Polícia Militar foram deslocadas para a região e os policiais militares conseguiram apreender quatro carros roubados que estavam em processo de desmanche.
Enquanto a polícia fazia a batida policial, outros dois carros (um Passat com as placas quentes, mas com chassis adulterado, e um Opala recém furtado) foram levados para o local. Foram presos em flagrante Augusto Gabre, 24, Robson Rodrigo Lara Chagas, 18, Alexandro Gomes, 19, Ademir Moreira Matos, 22, Cristian Silva Almeida, 19, João Fernando Matos, 26 e a menor I.V.L., 14. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia de Fazenda Rio Grande.
Centenas de peças entre equipamentos, peças de motor, lataria de motocicletas e carros recortados e estofamentos foram encontradas e serão encaminhadas para perícia ao Instituto de Criminalística. A princípio todos eles estão envolvidos com o esquema de desmanches, afirmou o sargento Gabriel Lages, do 17º Batalhão. Os carros eram roubados em Curitiba e desmanchados num local aberto, apesar de encoberto pelo mato.
Os presos não quiseram se defender das acusações feitas pela polícia, à exceção de Alexandro Gomes. Ele diz que começou a morar na casa onde funcionava o desmanche há três dias e não sabia do que se tratava. Vi os carros no terreno, mas não sabia o que acontecia, afirmou. Alexandro garante trabalhar como ajudante de mecânico na oficina do padrasto de Robson Rodrigo (um dos presos), que fica no bairro do Pinheirinho, em Curitiba. Nunca vi nada suspeito, garantiu ele.
Robson Rodrigo contou apenas que o padrasto tem um barracão antigo no Pinheirinho. Ele se recusou a precisar o local. O barracão dele é antigo, ele não tinha conhecimento de nada disto, limitou-se a dizer. Segundo o delegado José Carlos de Oliveira, titular da Delegacia de Fazenda Rio Grande, Cristian Silva de Almeida e Ademir Moreira Matos que chegaram com um Opala recém roubado à oficina vão ser indiciados em inquérito por furto. Os demais, por receptação de veículos roubados. Os dois crimes têm uma pena que varia entre um e quatro anos de prisão. Vamos fazer diligências para saber para onde eles vendiam as peças retiradas dos veículos. O trabalho de investigação começa aqui, após as denúncias, resumiu.





