Roseli de Oliveira, 36 anos, começou há 15 dias a fazer aulas de defesa pessoal. Ela nunca foi assaltada, mas acredita que se um dia for abordada por um ladrão estará mais preparada. ''Hoje já estou mais atenta quando ando na rua, desde que comecei o curso passei a enxergar as coisas de modo diferente'', conta.
Para o professor de defesa pessoal Josué Lima, a ideia inicial das aulas é a prevenção. ''O aluno passa a ter mais atenção ao seu comportamento. Por exemplo, sobre como agir quando chegar de carro em casa para abrir o portão ou na saída de um banco'', explica.
Lima orienta aos seus discípulos que jamais reajam. ''Quando você é surpreendido por um ladrão a primeira coisa que você deve fazer é manter a calma, não fazer movimentos bruscos'', ensina. Para ele, apenas alunos experientes, com pelo menos dois anos de treinamento, podem pensar em reagir contra criminosos. ''Numa situação dessas, a pessoa tem que saber o que está fazendo.''
Nas últimas semanas Amanda Correia, 21, também está treinando para enfrentar situações de risco. Ela participa diariamente de aulas de defesa pessoal, com o objetivo de se tornar uma vigilante. ''Já estou aprendendo algumas técnicas de imobilização, mas no início o objetivo principal é conseguir manter a calma em uma situação inesperada'', ensina.
Aficcionado por esportes de combate, o eletricista Pablo Henrique da Silva treina há mais de um ano. Sem nunca ter sofrido um assalto, ele diz não saber qual reação teria se fosse abordado por um assaltante. ''Sei que vou estar calmo e preparado, mas se vou reagir ou não depende muito da situação'', diz. (D.B.)

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