'Estou disposta a completar 120 anos'
Com 101 anos, Carolina Ribeiro de França mora em uma casa muito bem cuidada no Jardim União da Vitória (Zona Sul de Londrina). Até dezembro do ano passado ela vivia sozinha, dava conta de fazer os serviços domésticos, preparar a comida e cuidar da horta. As filhas moram em casas próximas e sempre acompanham a mãe de perto.
No início do ano, Carolina caiu na cozinha da casa e quebrou o fêmur. Foram meses no hospital. ''Quando ficou internada inchou muito, nós achamos que iamos perdê-la ou que ela ficaria na cadeira de rodas, mas depois de quatro meses ela estava andando de novo. É muita vontade de viver'', comemorou a neta, Rita de Jesus Santos. Desde o acidente a filha Lucia de Fátima dos Santos deixou a vida em Curitiba para vir cuidar da mãe. ''Eu e meu marido moramos com ela. Fazemos tudo o que ela precisa. Mas ainda deixamos ela fazer é lavar louça e algumas peças de roupa, porque faz exercício'', disse.
''Ela é um exemplo para gente, uma alegria para nós. Agradecemos a Deus por ainda ter a minha mãe aqui, é um privilégio'', afirmaram as irmãs Lucia, Maria dos Santos Cordeiro e Dorvalina Maria Crovador. Dos nove filhos de Carolina, cinco estão vivos. Ainda formam a família 32 netos, 54 bisnetos e 17 trinetos. Muitos deles estão sempre por perto. ''Quando a gente vem aqui ela faz questão de arrumar café; se a pessoa estiver com fome ela esquenta comida, não tem preguiça'', afirmou a outra neta Sandra Castorina.
Forte e lúcida, Carolina diz que fica contente quando vê a família que criou. Por uma questão de segurança ela não cuida mais da horta e passou a função para um dos genros. ''Tem que aproveitar a terra. Eu gosto de sentar no sofá e ficar vendo a horta lá fora'', disse. Para que Carolina também participe, alguns pés de cebolinha foram plantados no baixo, para que ela possa colher sem o risco de cair.
O carinho das filhas e netas fica evidente na casa de Carolina. A senhora que come pouco, gosta de novela, tem a vista boa e ainda consegue colocar a linha na agulha disse que costurava até o ano passado. ''Agora está difícil porque a mão direita treme muito, não sei o motivo'', contou. Segundo ela, o segredo para chegar nesta idade é a vontade de viver. ''Agradeço a Deus pela saúde. Ele é quem sabe quanto tempo ainda vou viver mas eu estou disposta a completar 120 anos'', garantiu. (M.A.)





