Seguro, saudável e sustentável. Com esses três adjetivos a Semana Mundial de Aleitamento Materno está caracterizando o leite e tentando disseminar a prática do aleitamento em Londrina. Estoques baixos ou inexistentes é a realidade no Banco de Leite do Hospital Universitário (HU). Mesmo com 250 doadoras, em média por mês, o HU tem dificuldades de atender toda a demanda. '' Por vezes recorremos ao leite artificial,'' afirma a coordenadora do Banco de Leite, Márcia Benevenuto de Oliveira.
'' Sempre precisamos de doações,'' reforça Márcia. Ela explica que datas como a Semana Mundial do Aleitamento Materno são momentos em que as gestantes e mães têm a oportunidade de serem lembradas da importância de amamentar. Márcia acrescenta que a maioria das mães produz excesso de leite no primeiro mês do bebê. Quando isso acontece, ou ela tira o leite e joga fora ou pode contribuir com o Banco de Leite. '' Nós damos todas as orientações de como manusear, onde guardar e depois buscamos na casa da mãe o leite que será doado,'' esclarece.
O Banco de Leite do HU atende todas as unidades de tratamento intensivo e intermediário de Londrina, contabiliza Márcia. Além de leite vindo de doações da cidade, também o que é coletado em Cambé vem para o Banco e é utilizado aqui. Segundo uma das supervisoras da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) do HU, Maria do Carmo Barbosa, ''o leite do Banco é fundamental para o desenvolvimento das crianças prematuras,'' avalia.
Maria do Carmo menciona que o leite das mães de crianças prematuras tem mais gordura do que o das demais mães. No entanto, a mãe do prematuro não possui leite suficiente, inclusive por não ter fechado o ciclo completo da gestação, enfatiza. Ontem, na UTI e na UCI do HU 23 bebês estavam internados.
A coordenadora da clínica de lactação do HU, Zuleika Thomson, afirma que ''vivemos em uma cultura da mamadeira.'' ''Enquanto a Organização Mundial de Saúde orienta que as crianças deveriam ser amamentadas exclusivamente com o leite da mãe até os seis meses, a média na região é de apenas 23 dias de aleitamento,'' revela.
Zuleika reforça que o leite materno é o melhor alimento para o recém-nascido. ''O leite melhora as defesas do organismo da criança, é mais fácil de ser digerido pelo bebê, além de ser econômico e melhorar o vículo entre mãe e filho,'' enumera. Depois dos seis meses até os dois anos a criança deverá ter a alimentação complementada com sucos, chás e outros alimentos.

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