Estoque deve acabar até sábado
Estoque deve acabar até sábado
Guilherme Pupo
Chico CamargoClaudionor Lívero, da Drogamed: ontem só restavam cinco das 120 caixas que chegaramO estoque de cerca de 10 mil caixas do Viagra (indicado para problemas de impotência sexual masculina) já disponível nas farmácias de Curitiba deve ser comercializado até o fim desta semana. A estimativa é do presidente do Sindicato das Farmácias do Paraná, David Guntowski.
A procura foi muito grande na segunda-feira e ontem, mas muitos consumidores chegavam às farmácias sem a receita médica, obrigatória para adquirir o medicamento. Se não precisasse receita, já estaria faltando Viagra no mercado. Agora que as pessoas descobriram que a receita é necessária, tem muita gente invadindo consultórios médicos atrás de receita, comenta David Gutowski. Segundo ele, a correria às farmácias só deve acontecer nos primeiros dias e não há risco de falta do medicamento. A oferta é suficiente para a demanda.
Em uma das farmácias Drogamed, no centro da cidade, ontem só restavam cinco das 120 caixas que chegaram na segunda-feira. A rede havia feito um cadastro de clientes interessados no medicamento e a maioria das caixas já estava encomendada. Muita gente pediu por telefone, e muitos consumidores são novos, na faixa dos 30 anos de idade, observa o gerente da Drogamed, Claudionor Lívero.
A caixa com quatro comprimidos de 50 miligramas custa R$ 54,20 (R$ 13,55 por comprimido). O aposentado Mateus Kaple, de 62 anos, ficou interessado em experimentar a pílula milagrosa contra a impotência mas disse que é hipertenso (uma das contra-indicações do medicamento). O jeito é continuar com a pasta de amendoim, brinca.
Além da hipertensão, outras contra-indicações para o Viagra são fibrose peniana, depressão, pressão baixa, úlcera, tendência a derrame cerebral ou problemas hormonais, renais e ósseos. O fabricante também ressalta que a pílula só deve ser tomada por homens.
Fiscalização - A Vigilância Sanitária do Paraná poderá processar administrativamente as farmácias que comercializarem o medicamento sem receita médica, em vez de aplicar as multas previstas pelo Ministério da Saúde (que variam de R$ 60,00 a R$ 1.000,00 por medicamento vendido). Optamos pelo processo porque o valor das multas é muito baixo, e a punição deve ser mais severa nesses casos, disse o diretor do órgão, Celso Luiz Rubio.
Ele observa que, por enquanto, a Vigilância não fará nenhuma blitz específica para fiscalizar a venda do Viagra. Vamos continuar com o trabalho de rotina, mas podemos ampliar fiscalização se recebermos alguma denúncia, observa.





