O estoque de sangue no Hemonúcleo de Campo Mourão só é suficiente para atender a região até o dia 15. A informação foi dada ontem pela chefe do órgão, Maria Luzia Salvador. Segundo ela, a situação só não é pior porque o hemonúcleo conseguiu cerca de 200 bolsas extras durante campanha realizada no final de novembro, quando se comemorou o Dia do Doador. Além disso, foram feitas cinco coletas externas em cidades da região em dezembro.
‘‘Agora já estamos em campanha para que não falte sangue a partir da segunda quinzena’’, explica Maria Luzia. As coletas externas, feitas com um ônibus equipado que o hemonúcleo ganhou no ano passado, tranquilizaram a vida do órgão. Tanto é assim que mesmo com as doações caindo pela metade ainda não há falta de sangue. ‘‘Por enquanto, não está em falta nem o sangue tipo O negativo’’, diz. Mas as estimativas preocupam.
A diminuição das doações já comprometeu o bom índice de coleta de até o dia 20 de dezembro e, para piorar, em janeiro não há coleta externa. Após o dia 15, o hemonúcleo só vai ter sangue se houver doações a partir de agora. ‘‘Estamos ligando para hospitais e para famílias de pacientes que usaram sangue para que venham repor o que foi usado’’, diz Maria Luzia. ‘‘Infelizmente a família esquece da doação após o paciente receber alta.’’
Em média, o hemonúcleo de Campo Mourão arrecada cerca de 500 bolsas de sangue todos os meses. ‘‘Não há falta, mas também não sobra’’, diz a chefe do órgão. A validade de cada bolsa é de 35 dias. Se o nível de doações não se normalizar, há o risco dos hospitais terem que suspender cirurgias por falta de sangue.

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