Estivador foi preso por furto em navio
Osmar Vicente dos Santos foi autuado em flagrante pela Guarda Portuária de Paranaguá, no dia 24 de setembro, enquanto furtava materiais de um dos porões do navio Maerski Hong Kong. Com ele foram apreendidos 16 faróis de origem espanhola e várias ferramentas, possivelmente utilizadas para arrombar os contêineres. No mesmo dia, o estivador foi levado para a carceragem da Polícia Federal.
O chefe da Guarda Portuária, Marcos Abade, nega que ele tenha sofrido qualquer violência pelos guardas que o detiveram. ''Não houve agressão até porque ele não esboçou nenhuma reação'', disse. Abade mostrou o auto de entrega, assinado pelo delegado da Polícia Federal de Paranaguá, Ronaldo Pianowski de Moraes, que, em tese, comprova a não agressão. ''Informamos que o infrator Osmar Vicente dos Santos, está sendo encaminhado em perfeitas condições físicas, sem lesões ou escoriações provenientes de sua detenção'', dispõe o auto.
Na Polícia Federal, Osmar dos Santos ficou detido por nove dias e foi então encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil, onde ficou por três dias antes de ser internado. Segundo o superintendente em exercício da Polícia Federal no Paraná, Ademir Gonçalves, o estivador passou mal no mesmo dia em que foi preso, sendo então encaminhado para o pronto-socorro da Santa Casa. Lá recebeu medicação para as dores estomacais e ânsias de vômito e voltou para a carceragem.
Osmar dos Santos estava em Paranaguá há cerca de três meses, onde tentava emprego como estivador. Ele tinha vindo da cidade de Vicente de Carvalho, Região Metropolitana de Santos, no litoral paulista, onde, segundo a polícia, já tinha antecedentes criminais.
Abade mostrou a cópia de uma carta que Osmar dos Santos havia enviado ao Órgão de Gestão de Mão-de-Obra Portuária do Paraná solicitando o emprego, que foi negado por falta de vaga. Na carta, o estivador relatava as dificuldades que estava enfrentando e revelava que seus antecedentes o teriam obrigado a fugir do litoral santista por medo de ser morto. ''Vim para Paranaguá, pois aqui com fé em Deus pretendo continuar trabalhando'', dizia um trecho da carta.
A Folha tentou ouviu a mulher de Osmar dos Santos, Tânia da Silva, mas não foi possível localizá-la. Depois da morte do estivador, Tânia voltou para o litoral de São Paulo. (A.L.)





