Estilo causa estranheza em Curitiba
O country não é moda, é um estilo de vida, defendem os simpatizantes. Prova disso é que o jeito de se vestir não se limita apenas às saídas noturnas. Mesmo durante o dia, eles mantêm o ar cowboy. Só relutam em usar o chapéu, já que o acessório sempre causa estranheza e as pessoas não disfarçam na hora de fazer comentários.Os curitibanos não aceitam o estilo da vida sertaneja, diz o estudante Raphael Albini, de 18 anos. Não uso chapéu na rua porque chego a me sentir excluído.
A promotora de eventos Débora Kosak, de 21 anos, tem o mesmo problema. Se você sai de chapéu, o povo fica olhando, diz. As pessoas têm a cabeça muito pequena. Têm vergonha de assumir o que gostam ou acham que só podem usar chapéu se for moda.
A amiga Raquel Francisco, de 20 anos, conta que um dia elas foram à Rua 24 Horas caracterizadas (inclusive de chapéu) - afinal, estavam voltando de um rodeio - e chegaram a ser vaiadas.
A estudante Karen Balcan, de 23 anos, que também estava no episódio da 24 Horas, diz que não usa chapéu no dia-a-dia porque em Curitiba não existe esse costume. Se fosse em Umuarama, onde eu morava, usaria sem problemas.
O estudante André Matthes, de 17 anos, morou em Campo Grande (MS) e diz que lá também é normal andar de botas, chapéu e calças justas. Quando morava lá, achava isso ridículo. Só andava de calças largas, diz. Hoje, Matthes adotou o estilo. Ele vai até para o colégio de bota, calça justa e camisa. Todo mundo me pergunta se eu estou indo para um rodeio.





