Estiagem traz abelhas para zona urbana
Lucilia Okamura
De Londrina
A estiagem e o período de formação de novas colméias têm aumentado a incidência de abelhas na área urbana. O Corpo de Bombeiros atendeu, no mês passado, a 241 pedidos na região (metade somente em Londrina) de retirada de abelhas em residências e escolas, entre outros locais. No mesmo período do ano passado, os bombeiros registraram apenas 75 ocorrências do tipo.
O comandante do 3º Grupamento dos Bombeiros, Major Aluísio Costacurta Vieira, explica que os princípios de incêndio na zona rural têm contribuído para as abelhas migrarem para a cidade e se instalarem nas casas. Ele diz que, além da equipe dos bombeiros, conta com a ajuda de apicultores que fazem o trabalho em casos mais graves.
O apicultor Romeu Souza Santos confirma o aumento da incidência de abelhas. Atendo 10 a 15 pedidos de retirada de abelhas por dia, observa. Ele explica que agosto/setembro é o período de enxameação, quando grupos saem das colméias para formar novos enxames.
O apicultor informa que a nova família de abelhas sai em busca de um lugar para formar a colméia. Muitas vezes, por falta de árvores ou troncos, elas acabam entrando nas casas, conta. Santos observa que nesse período de transição (procura por um lugar), as abelhas não são agressivas e geralmente não oferecem perigo para as pessoas. Quando elas formam família e produzem mel, elas ficam agressivas porque passam a ter ciúmes da casa.
Santos conta que o trabalho de retirada das abelhas de dentro de uma casa, por exemplo, demora duas horas. Eu retiro a colméia e levo para um sítio. Ele recomenda às pessoas que procurem especialistas para fazera retirada das abelhas e evite matá-las.
A coordenadora do Centro de Controle de Intoxicações do Hospital Universitário, Conceição Turini, informa que o risco que as abelhas oferecem depende do número das picadas. Quando a pessoa sofre uma ou duas ferroadas, ela sente dor, indisposição, vermelhidão e coceira, conta. No caso de uma grande quantidade de picadas, ocorre a chamado síndrome de envenenamento. A pessoa pode ter insuficiência renal, parada respiratória e até um choque anafilático.
Independente do número de ferroadas, Cecília Turini observa que muitas pessoas são alérgicas e desconhecem esse fato. Por isso recomendamos que sempre procurem o serviço de saúde.Corpo de Bombeiros recebeu 241 pedidos de remoção dos insetos na região de Londrina; incêndios na zona rural causam migração
Milton DóriaSOLUÇÃOO apicultor Romeu Souza Santos: Atendo de 10 a 15 pedidos de retirada de abelhas por diaMilton DóriaNos meses de agosto e setembro acontece o período de enxameação, quando grupos saem das colméias para formar novos enxames





