Estiagem prejudica a qualidade das verduras
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de maio de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
A estiagem de 70 dias já pode ser sentida na qualidade das verduras produzidas na Região Metropolitana de Curitiba e ofertadas no mercado varejista. Apesar da falta de chuva no Estado, a média dos preços dos hortifrutigranjeiros na semana passada caiu em 6,7% em relação aos preços praticados na semana anterior. A pesquisa realizada pela Secretaria Municipal do Abastecimento aponta para um comportamento de oferta melhor do que no mês de abril, mas que poderá apresentar alta de preços e maior perda de qualidade se não chover nos próximos dias.
As maiores altas ficaram por conta do pepino para conserva (67,64%), do pimentão, que subiu 43,62%, e do chuchu, que teve índice positivo de 21,62%. As baixas mais representativas foram para o mamão e o agrião, com -33,33%, e para o aipim, que teve o preço reduzido em 26,12%.
A pesquisa de preços dos supermercados mostra que a variação entre as principais lojas da cidade é de 40% em média e chega a mais de 100% para determinados produtos. A diferença de preços demonstra que as pessoas podem comprar muito mais pagando menos. É o que demonstram pesquisas de preços feitas pela prefeitura, que estão disponíveis no Disque-Economia, pelo telefone 323-1214.
A relação entre preços maiores e menores pesquisados permite, por exemplo, preparar uma polenta com molho de carne para uma família grande. A diferença nos preços permite comprar dois quilos de polentina instantânea e dois de carne moída de segunda. Sobra ainda carne para preparar almôndegas ou charuto.
O pacote de 500 gramas de polentina custa R$ 0,30 no Parati, contra o mais alto pesquisado, de R$ 0,58. Portanto, a diferença é de 93%. Já a carne moída de segunda está a R$ 1,39 o quilo no Stall, contra R$ 2,55 o mais alto.


