Giovani Ferreira
De Curitiba
Falta de chuva já reduziu o volume de água dos mananciais de abastecimento da Grande Curitiba, colocando a Sanepar em alerta
O prolongamento do período de estiagem, com a redução do volume de água dos mananciais de abastecimento, começa a preocupar a Sanepar. A falta de chuva pode comprometer a capacidade dos reservatórios superficiais e subterrâneos utilizados para abastecer a população. Conforme números do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), em agosto deste ano não choveu nem a vigésima parte do volume registrado no mesmo período do ano passado. Até ontem a precipitação deste mês estava em 10,8 milímetros (mm), contra 270 mm de agosto do ano passado.
A situação mais grave está sendo verificada no município de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, onde a maior parte da população é atendida pelo aquífero Karst. A água do aquífero subterrâneo tem uso compartilhado, sendo utilizada não somente pela população, mas também pelos agricultores da região no processo de irrigação. Como a agricultura já está sentindo o efeito da estiagem, a Sanepar foi obrigada a desligar a bomba de retirada de água de um dos poços que compreende o aquífero.
Deixando de explorar um poço, os agricultores ganham porque aumenta o volume de água do poço, facilitando a irrigação natural, através da absorção da terra. No entanto, ‘‘deixar de retirar água de um poço significa reduzir o volume destinado ao abstecimento público’’, disse o gerente da Unidade de Distribuição da Sanepar, Celso Luiz Thomaz.
Outro agravante no processo de abastecimento em Colombo, é que o município vem apresentando um crescimento populacional bastante acentuado, situação que aliada ao incremento nas áreas de plantio vem comprometendo parte do fornecimento de água. Na regiões mais altas da cidade, a falta de água durante algumas horas do dia acontece com frequência.
A Sanepar garante que já está ampliando as condições de abastecimento do município, executando obras na região do Boichininga e fazendo a interligação de mais um poço na região de Fervida. De acordo com a Sanepar, a interligação de novos poços vai possibilitar o acréscimo de mais 88 litros de água por segundo ao sistema. Com um orçamento de R$ 997 mil, as obras devem ser entregues até dezembro.
A previsão do Simepar para os próximos dias não é animadora. Não deve chover forte, devendo ocorrer apenas pancadas isoladas que não devem regularizar o nível dos mananciais.

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