Luciana Pombo
De Curitiba
Cerca de 160 mil pessoas podem ficar com o abastecimento de água comprometido se a estiagem continuar pelas próximas duas semanas em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o gerente da unidade de distribuição de Curitiba e região metropolitana, Celso Luis Thomaz, o problema abrange toda a região abastecida pelos nove postos do Aquífero Karst. ‘‘Os agricultores locais já estão com dificuldades para irrigar a lavoura’’, diz ele.
A previsão é a de que, se não chover em 15 dias, a Sanepar tenha que implantar um sistema de rodízio de abastecimento. ‘‘Não poderemos deixar que as partes mais altas fiquem sem água e as localidades próximas aos poços tenham água’’, disse. Para evitar a antecipação dos problemas, Thomaz orienta para que os consumidores façam economia, deixando de lavar calçadas, jardins, hortas e carros. ‘‘Temos que consumir menos água, fazer uma economia drástica para evitar consequências piores’’, complementa.
Em Curitiba e demais municípios da região metropolitana a situação é de alerta, mas não existe risco de desabastecimento nas próximas semanas. De qualquer forma, além da produção de água das três estações de tratamento (Tarumã, Iguaçu e Passaúna), está sendo utilizada a reserva da barragem de Piraquara. ‘‘Trinta por cento do que está sendo consumido em Curitiba já estão sendo retirados da barragem’’, alerta.
De qualquer forma, a orientação é para que o consumidor se sensibilize com a situação de alerta e, consequentemente, gaste pouca água e evite desperdícios. ‘‘Suportamos uma estiagem um pouco maior, mas se não houver queda no consumo, poderemos ter problemas em poucos meses’’, acrescenta. A produção de água para Curitiba é de 6,7 mil litros por segundo. Atualmente, o consumo de água alcança o limite máximo de produção.

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