A estiagem começa a afetar os preços dos produtos hotigranjeiros. Há mais de 15 dias a seca já havia afetado a qualidade da maioria dos produtos. Agora, além de continuar com a qualidade comprometida eles estão mais caros. A média dos preços da semana passada ficou 0,42% mais alta, em comparação com a semana anterior.
‘‘Esta deve ser a primeira de muitas altas se o tempo continuar sem chuvas persistentes’’, prevê o chefe da divisão de controle estatístico da Secretaria Municipal do Abastecimento, Daril Cardoso da Luz.
A maior alta registrada pala pesquisa nos principais varejões, supermercados e feiras-livres de Curitiba foi nos preços do cheiro-verde, que subiram 57,5%, passando de R$ 0,40 para R$ 0,63. O preço do agrião aumentou de R$ 1,00 para R$ 1,50, com alta de 50%. A couve-manteiga encareceu 20%, com o preço subindo de R$ 0,70 para R$ 0,84.
A tendência de alta nos preços deve permanecer por mais algum tempo, pelo menos enquanto persistir a seca. ‘‘As hortaliças sofrem mais, são mais frágeis e ficam expostas às pragas. Com qualidade inferior e preço maior, os produtores já estão preocupados com a colocação de seus produtos no mercado’’, diz Cardoso da Luz. Ele explica que a maioria dos agricultores da Região Metropolitana de Curitiba não tem condições de irrigar 100% das plantações. ‘‘Uma terra seca exige água durante duas horas, de oito em oito horas’’, explica. Outro problema enfrentado pelos agricultores é a baixa do nível dos rios e riachos.
Os produtos que ficaram mais baratos en relação à semana anterior foram a cebola, cujo preço passou de R$ 1,50 para R$ 1,20 (queda de 20%); a melancia, que teve o preço reduzido em 16,67%, passando de R$ 0,60 para R$ 0,50; e o mamão, que passou de R$ 1,00 para R$ 0,85, com queda de 15%.
Dos 24 produtos pesquisados pela secretaria, 13 apresentaram alta, dez baixaram de preço e apenas a batata-doce ficou com preço estável em R$ 0,69.

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