Estiagem deixa Oeste em alerta
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terça-feira, 09 de abril de 2002
Gilmar Agassi Equipe da Folha 
Cascavel - Os efeitos da estiagem, que se prolonga por várias semanas no Oeste do Paraná, começam a preocupar a direção da Sanepar. Um dos mais preocupantes sinais da seca é a diminuição da vazão dos mananciais utilizados pela empresa para o abastecimento público. Como ainda não há previsão de chuvas para os próximos dias, é de fundamental importância que a população tome ciência da situação e colabore, evitando o desperdício e reduzindo o consumo da água.
De acordo com o histórico anual de meteorologia, a precipitação pluvial de janeiro a março ficou próxima a 390 milímetros enquanto que no mesmo período do ano passado o índice superou 870 milímetros. Se comparada com a estiagem do final de 1999, a situação hoje se apresenta mais séria. Os três primeiros meses de 2000 apresentaram 407,5 milímetros de chuvas.
Segundo o diretor da Sanepar, Carlos Roberto Pinto, Cascavel é uma das primeiras cidades a sentir os efeitos da estiagem. Por estar situada em uma região alta e não ter em seu território grandes rios, já registra redução no volume de água dos seus mananciais. O Rio Cascavel, responsável pelo abastecimento de cerca de 80% da população urbana, apresenta a situação mais crítica da região, com redução de 50% no nível normal de água no leito do rio.
O diretor completa que o abastecimento vem sendo complementado com a água dos rios Saltinho e Peroba, este último também abaixo dos níveis normais. O consumo médio da população de Cascavel, registrado nos últimos dias gira em torno de 47 milhões de litros de água por dia.
Na região Oeste mais duas cidades estão em estado de alerta. O Rio Alegria, responsável pelo abastecimento em Medianeira, já se encontra com 20% a menos da sua vazão normal. O outro sistema é o de Três Barras do Paraná onde se verifica uma redução de 30% no nível de água do Rio Trigolândia.


