Estiagem coloca Sanepar em alerta
Dimitri do Valle
De Curitiba
A estiagem que atinge o Paraná, há três semanas, fez a Sanepar acionar o esquema especial de acompanhamento do fenômeno em 31 municípios do Estado. A empresa ainda descarta o racionamento nas cidades, mas pede que a população não desperdice água. O caso mais grave está em Cascavel. Desde ontem, a cidade foi dividida em cinco regiões. Um sistema de rodízio foi adotado para que os moradores não sejam obrigados a racionar o líquido. O abastecimento vai permitir o consumo por dois dias. Em seguida, cada área ficará durante 24 horas sem água. A meteorologia indica que deve haver pancadas de chuva hoje nas regiões Oeste e Sudeste. Amanhã a previsão é de chuva em todo o Estado.
Com exceção de Cascavel, o restante dos municípios ainda está em fase de monitoramento, mas a Sanepar admite que eles apresentam alguma deficiência no abastecimento público em função da estiagem. Em Guarapuava, na região Central, o nível dos mananciais está abaixo do normal, mas a população ainda pode usufruir normalmente dos serviços de abastecimento. Segundo a assessoria de imprensa da Sanepar, a expectativa é de que chova no Estado para a situação não piorar. O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) prevê chuvas fortes em todas as regiões do Paraná a partir de amanhã diante de uma frente fria que estava ontem no Rio Grande do Sul e avançava para o Estado.
Na Região Metropolitana de Curitiba, o município de Almirante Tamandaré é o que registra os menores níveis de água nos mananciais. A capital ainda não sentiu os efeitos da estiagem. No entanto, por causa da elevação das temperaturas, toda a produção de água potável está sendo consumida pela população. No período da noite, quando a demanda é menor, a Sanepar está aproveitando para encher os reservatórios e garantir o abastecimento nos horários de pico em Curitiba.
De acordo com o meteorologista Vilson Souza Ferreira, a estiagem já era esperada no mês de novembro devido ao fenônemo La Niña (resfriamento das águas do Oceano Pacífico no litoral peruano e que provoca a diminuição da água evaporada que poderia proporcionar chuva). Ferreira diz que a tendência para dezembro é de uma elevação das chuvas em relação ao mês que passou. Porém, na região Oeste deve chover 20% a menos do que a média normal que oscila entre 150 a 175 milímetros.Empresa está monitorando 31 municípios e, por enquanto, descarta racionamento. Em Cascavel já foi implantado rodízio de abastecimento
Arquivo FolhaCONSEQUÊNCIAEm setembro deste ano, a Represa do Capivari, às margens da BR-116, já estava com o nível de água abaixo do normal





