Os bombeiros de Londrina já apagaram 334 incêndios ambientais desde o começo do ano, sendo 47 só no mês de julho. As ocorrências já ultrapassaram os números do ano passado, que somaram 320 casos.
O chefe do setor de Planejamento do Corpo de Bombeiros, major Nilson dos Santos Bezerra, explicou que agosto e setembro são meses ainda mais críticos, pois após os dias frios e algumas geadas a vegetação fica mais seca, facilitando a combustão. ''A estiagem desse ano está acontecendo antes que o normal. O clima favorece a seca e as queimadas acabam acontecendo de maneira ainda mais fácil quando há ação humana'', disse.
Uma bituca de cigarro, um fósforo mal apagado ou brincadeiras de crianças no mato seco podem causar grandes acidentes. ''Terrenos baldios ou vegetação rasteira são os principais pontos de queimada. Muitas pessoas usam o fogo para limpar o mato ao invés de usar outra técnica'', salientou o tenente.
Na tarde da última quinta-feira, um incêndio na vegetação assustou os moradores do Jardim Santa Joana (Zona Sul). Segundo o oficial de área dos bombeiros, sub-tenente André Vicente dos Santos, alguém teria colocado fogo para limpar o terreno e a chama se espalhou chegando perto de várias casas de madeira. Ele salientou que o deslocamento de algumas viaturas acabam deixando algumas unidades ''descobertas''. ''Hoje, por exemplo, estamos usando a viatura que atende a Zona Sul. É nessa viatura que ficam ferramentas utilizadas para resgate de pessoas presas em ferragens. Se acontecer algum acidente, temos pedir uma viatura lá do Centro, o que levaria pelo menos uns 10 minutos para chegar no local''.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) tem intensificado a fiscalização para autuar pessoas que colocam fogo em terrenos baldios ou com a intenção de limpar grandes áreas por meio da queimada. ''O que nos preocupa ainda mais são os incêndios ocasionados por descuido, como bitucas de cigarros'', disse o chefe regional do IAP, Carlos Alberto Hirata.
Segundo ele, existe uma licença que produtores de cana-de-açúcar podem solicitar ao IAP para queimar e limpar a área, mas o órgão pretende suspendê-la, pelo menos durante a estiagem. ''A queimada é proibida por lei. A multa vai variar de acordo com o tamanho da área, entre R$ 2 a R$ 3 mil reais. Por isso é importante que a população denuncie.''
Serviço Para denunciar incêndio ambiental, o contato pode ser feito com a Polícia Ambiental (0800-6430304) ou IAP (43 - 3323-8791). Para conter o fogo, o fone dos bombeiros é 193.

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