Estelionatário que preparava golpe é preso
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Marta Medeiros 
A Polícia Civil de Colorado (85 km ao norte de Maringá) prendeu o estelionatário Dorilson Guedes da Silva, 47 anos, que preparava um golpe contra bancos e o comércio da cidade. Silva é foragido do Instituto Penal Agrícola de Bauru (SP) e desde junho estava morando em Santa Inês, cidade próxima de Colorado. A polícia apreendeu com o estelionatário, 31 talões de cheques, 28 cartões de crédito, identidades falsas, contratos sociais de empresas paulistas e escrituras de terrenos.
Segundo o delegado de Colorado, Deoclécio Detros, Silva se apresentava como gerente da Agrosul (Importação e Exportação de Filé e Couro de Tilápia) com sede em São Paulo (SP) e já havia aplicado um golpe de R$ 7 mil em um produtor de peixes de Lobato, município que também fica na região de Colorado. Com Silva, a polícia encontrou ainda R$ 450,00 em notas falsas de R$ 50,00 e uma nota falsa de US$ 100.
O delegado disse que o estelionatário agia junto com Paulo Alves de Carvalho, 66, de São Paulo, identificado como sendo o representante legal da Agrosul. A empresa está inabilitada pela Receita Estadual. Silva teria dito em interrogatório que os documentos falsificados, incluindo o dinheiro, pertenciam ao representante da Agrosul. Carvalho foi detido pela polícia, mas negou a acusação de Silva. ''Esta investigação vai demorar porque vamos tentar ouvir um pessoal de São Paulo e tentar descobrir também a origem de cada talonário de cheques'', afirmou Detros.
Conforme o delegado, Silva juntou a documentação com o objetivo de obter empréstimos em bancos da região. ''Os documentos serviriam para provar que o negócio com peixes era rentável e que existiam bens suficientes para garantia dos empréstimos'', explicou. ''Mas com certeza o comércio de muitas cidades da região deve ter recebido cheques da quadrilha'', acrescentou o delegado.
Silva e Carvalho foram indiciados por falsidade ideológica, tentativa de estelionato, formação de quadrilha e uso de documento falso. Silva também vai responder processo pelo uso de moeda e documentos falsos na Justiça Federal.


