Estelionatário é procurado na região
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sábado, 22 de fevereiro de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
A Polícia Civil de Nova Esperança, a 35 quilômetros de Maringá, pediu a todas as delegacias do Noroeste para encontrar e deter o estelionatário José Casal, 42 anos, que está com prisão preventiva decretada. Casal é de Curitiba, tem passagens pela polícia da Capital e de Toledo por tráfico de drogas e estelionato, e na semana passada lesou uma dona de casa de Nova Esperança em R$ 2,5 mil através do golpe do baú.
Um dos cúmplices de Casal nos golpes, o auxiliar de serviços gerais Marcos Maurício Sinkoski, que também mora em Curitiba, foi preso em Nova Esperança na última quarta-feira pelo delegado Nílson Rodrigues da Silva. Sinkoski foi acusado de emprestar sua conta bancária em agência de banco de Curitiba para Casal aplicar seus golpes.
No dia 18 de janeiro passado, Casal ligou para a dona de casa Mitie Glória Sakurai, de Nova Esperança, dizendo que seu carnê do Baú da Felicidade havia sido premiado com um veículo Gol zero quilômetro e mais R$ 50 mil em dinheiro. Mas, teria dito o estelionatário, ela deveria depositar R$ 2,5 mil a título de despesas em determinada conta bancária (a conta de Sinkoski).
Mitie depositou o dinheiro e quatro dias depois outro homem, que se identificou como William Molinari, ligou dizendo que seu prêmio, na verdade, seria um veículo Kadett, uma D-20 e mais R$ 150 mil em dinheiro. Para receber os prêmios, Mitie teria que depositar mais R$ 5 mil. Ela desconfiou e avisou à polícia que, através do canhoto de depósito, prendeu Sinkoski.
O delegado Silva alerta as donas de casa: Casal é moreno claro, forte, não usa barba e nem bigode, tem os olhos castanhos, cabelos lisos e pretos e tem um cicatriz num dos olhos, causada por acidente de automóvel.
Em Maringá, três pessoas foram detidas na última sexta-feira também por estelionato. Ivan Baltazar Carvalho, 21 anos, Célia Campos de Lara, 46 anos, e o menor V.B.C., 17 anos, foram presos em flagrante tentando extorquir R$ 250,00 de Carlos Alberto Crestani, que teve seu carro roubado por eles há uma semana.
Os assaltantes devolveram o carro mas ficaram com os documentos de Crestani e do carro, que pertencia a Aílton Arimatéia Caldas. Este recebeu vários telefonemas nos quais eles pediam que depositasse R$ 250,00 numa agência bancária de Maringá para ter os documentos de volta. Com um localizador de chamadas, Caldas encontrou o endereço da quadrilha.


