Estelionatário é preso aplicando o golpe do seguro
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terça-feira, 06 de janeiro de 1998
Edmundo Inagaki 
O estelionatário Eudo Bonfim de Lima (foto), de 28 anos, foi preso em flagrante dia 30 de dezembro, no interior da seguradora Porto Seguro, na Rua Comendador Araújo 1.014, no Batel, em Curitiba, quando aplicava um golpe para receber R$ 10.176,00 referente ao seguro obrigatório de veículo por morte. Ele ficou pouco mais de 48 horas na carceragem do 10º Distrito Polical, em Curitiba. Na sexta-feira, dia 2 de janeiro, ele foi solto pela Justiça, mediante pagamento de fiança. Eudo é natural de Ibaiti, no Norte Pioneiro, e reside em Curitiba.
Segundo o delegado do Comando de Operações Especiais (Cope) da Polícia Civil, Júlio César dos Reis, responsável pela prisão do estelionatário, o golpe só foi descoberto porque um auditor da Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg), que coincidentemente estava trabalhando na Porto Seguro, desconfiou da autenticidade dos documentos apresentados por Eudo Bonfim de Lima. Ele estava pronto para receber o dinheiro do seguro obrigatório, quando um auditor de São Paulo, que estava trabalhando aqui em Curitiba, notou que os documentos apresentados eram frios, disse.
O delegado explicou que nesses casos, envolvendo o pagamento do seguro obrigatório por morte, o modus operandi dos estelionatários é semelhante em todo o País. Nesse tipo de golpe são utilizados vários documentos falsos, desde o boletim de ocorrência, o atestado de óbito das vítimas, seus documentos pessoais, as procurações, até o laudo de necrópsia do Instituto Médico Legal. No caso específico do Eudo, o prêmio do seguro de R$ 5.088,00 por morte seria pago em dobro, pois havia um falso boletim de ocorrência da cidade Cornélio Procópio, no Norte do estado, dando conta de duas mortes num acidente de trânsito.
O delegado Júlio César dos Reis diz que está investigando a hipótese da ligação do golpista paranaense com outros criminosos que agem de norte a sul do Brasil. Pelo que apuramos até agora, o Eudo já conseguiu receber mais de R$ 35 mil das seguradoras. Quando o prendemos, ele estaria preparando outros golpes que renderiam pelo menos outros R$ 15 mil. Ainda não dá para dizer se ele tem ou não ramificações com outras quadrilhas de estelionatários que estão espalhadas pelo do País, mas estamos fazendo um levantamento minucioso junto a outras seguradoras de Curitiba para saber se ele deu entrada em outros processos em outras regiões do Estado.


