ESTATÍSTICAS - Violência rouba 9 mil anos de londrinenses
Com um ano de vida a menos, um indivíduo pode perder a chance de encontrar um amor, de ouvir o filho dizer a primeira palavra, de deixar sua contribuição para a sociedade. Quando um município é privado de 9 mil anos de vida dos seus habitantes em apenas um ano, perde mão-de-obra, consumidores, cabeças pensantes, potenciais talentos. É o caso de Londrina. O número se refere somente a mortes provocadas por homicídios, acidentes e suicídios, as chamadas causas externas. Aquelas que, ao contrário dos vírus, bactérias, mistérios do corpo humano e revoltas da natureza, estão sob total controle do homem. Os dados são da Gerência de Informações em Saúde (GIS) de Londrina, que recebe todos os registros de óbitos ocorridos na cidade. Um dos indicadores utilizados pelo órgão é o dos Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP), que leva em consideração o tempo que a vítima ainda poderia viver, limitado à média de 70 anos. Nos últimos cinco anos, os homicídios têm sido os principais responsáveis pela perda de anos potenciais de vida dos nossos habitantes, principalmente entre os jovens. A violência sai cara para os governos. O País perde com a morte de um jovem que poderia ser trabalhador. Nós estamos perdendo o melhor, que é a nossa juventude, alerta o professor de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Miguel Arturo, para quem a violência é um dos frutos da falta de políticas globais do Poder Público.
É um crime previsto no art. 121 do Código Penal; significa que um indivíduo tirou a vida de outra pessoa, ou seja, é matar alguém.
lFoi fundada em 28 de janeiro de 1970 sendo reconhecida em 07 de outubro de 1971. Atualmente apresenta 42 cursos de graduação, sendo 11 na área de Ciências Biológicas e da Saúde; oito na área de Ciências Exatas e Tecnológicas e 23 na área de Ciências Humanas.





