Estatística e realidade
Todo começo de ano surgem as estatísticas e análises comparativas. Uma das primeiras informa que em 2001 houve menos acidentes e mortes nas estradas do Estado do que em 2000. Não deixa de ser bom. Entretanto, quando se olha o lado humano, a coisa fica diferente. Morreram, nas estradas do Paraná, no ano passado, 175 pessoas, menos do que as mais de 200 de 2000. Todavia, é preciso pensar em cada uma delas, pessoas que deixaram saudade, dor, um vazio. Se é bom saber que o total de mortes diminuiu, o ideal ainda não é este. O ideal é que não haja mortes.
Utópico, dirão alguns. Nem tanto. É possível. A quase totalidade dos acidentes e das mortes decorre de falhas humanas, abuso, desrespeito à legislação do trânsito, imprudência, imperícia, negligência. Os outros casos, decorrentes de falhas mecânicas nos veículos ou de problemas de estrutura ou engenharia nas estradas e ruas, podem também ter seus efeitos reduzidos se houver cautela de quem dirige. Por mais utópica que possa parecer, uma campanha para que não haja acidentes ou mortes no trânsito é, sem dúvida, uma coisa muito válida.





