Estatal pode receber multa de R$ 100 milhões
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terça-feira, 18 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
O vazamento de óleo cru da Repar deverá custar ao menos R$ 100 milhões à Petrobras. Este é o valor mínimo da multa que o governo federal poderá aplicar à empresa, o dobro da penalidade financeira imposta à estatal por causa de vazamento de óleo na Baía da Guanabara, em janeiro deste ano. A multa vai depender dos resultados de laudo técnico, mas pode ser o dobro do aplicado no caso do Rio de Janeiro, afirmou o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já trabalham no levantamento dos prejuízos.
Após visita à Curitiba, o ministro voltou à capital federal e discutiu o assunto ontem com o presidente em exercício, Marco Maciel, e com o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente. Segundo ele, a Petrobras tem a obrigação legal de recuperar a área prejudicada e indenizar eventuais prejuízos impostos a terceiros. Sarney Filho descartou o argumento da fatalidade, eximiu seu ministério de qualquer responsabilidade e qualificou o acidente como resultado direto da displicência da companhia. Não se pode evitar uma fatalidade, mas isso é resultado da negligência da Petrobras, sentenciou.
Estranhamente, depois de todo o discurso contra a negligência da Petrobras, Sarney Filho isentou o presidente da estatal, Henry Philippe Reichstul, de responsabilidades. De acordo com o canal de notícias a cabo Globonews, o ministro passou esta informação ao presidente em exercício Marco Maciel que acompanha de seu gabinete, em Brasília, os trabalhos de combate à mancha. Não é culpa da atual administração, esquivou-se, num ataque velado ao ex-presidente da estatal Joel Rennó. O Reichstul está colhendo o que não foi plantado por ele.


