Dezoito anos já se passaram desde a implantação do Estacionamento Regulamentado (EstaR), mas a medida continua dividindo a opinião de motoristas e empresários que possuem estabelecimentos nas áreas onde existe o sistema. Enquanto alguns comerciantes sugerem a implantação do projeto em determinadas regiões, outros reclamam que ele atrapalha. Mas são os usuários que mais se queixam.
Todos os dias, entre um e dois motoristas procuram a Urbs, empresa responsável pelo sistema, para reclamar. Segundo a diretora de Fiscalização de Trânsito da Urbs, Léa Hatchbach, a maioria protesta porque foi multada. Mas o principal motivo é a notificação por ter ultrapassado o limite máximo de ocupação das vagas, que é de duas horas.
O florista Gilmar de Lins Caldas, que trabalha nas Arcadas do Pelourinho, na Praça José Borges de Macedo, no centro de Curitiba, é um dos comerciantes que mais reclamam do EstaR. Junto com outros colegas da região, ele chegou a solicitar uma reunião com a presidência da Urbs para tratar do assunto.
Segundo Caldas, os floristas têm dificuldade de descarregar a mercadoria no local, porque dificilmente encontram vagas na área de faixa branca, destinada a veículos de passeio e de cargas pequenas, como camionetas e kombis. Até o ano passado, eles podiam utilizar a faixa de carga e descarga, que tem menos procura.
Mas há quem considere o sistema favorável. É o caso dos comerciantes instalados no trecho entre o Shopping Água Verde e a Igreja do Portão, na Avenida República Argentina, onde o EstaR será implantado ainda neste mês. De acordo com a Urbs, a medida será adotada a pedido desses empresários, que dizem querer favorecer seus clientes. A Urbs também estuda a possibilidade de implantar o EstaR na região do Centro Cívico.
Atualmente, o EstaR funciona na área central da cidade. Ao todo são 5.700 vagas disponibilizadas para o sistema. Como a média de rotatividade é de quatro carros por dia, a Urbs calcula que o estacionamento seja usado por 32 veículos durante o período de funcionamento

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