‘‘Estamos pensando em entregar
o HC a um gestor administrativo’’
Folha - E o Hospital de Clínicas?
Carlos Antunes - Apesar de a universidade ter investido no Hospital de Clínicas, a dívida com os fornecedores é um grande sumidouro. Ela passa de R$ 12 milhões e a global é de R$ 40 milhões. Por isso estamos pensando em entregar o hospital a um gestor administrativo de fora, que vai administrá-lo junto com o diretor. Vamos profissionalizar a administração do hospital. Além disso, temos de cobrar também da Prefeitura e do Estado, os maiores usuários do HC, ajuda na sua manutenção. Hoje o hospital é o maior de Curitiba, mas não tem recebido o devido apoio, a não ser os recursos federais, que nem sempre são suficientes.
Folha - A universidade vai passar a cobrar da prefeitura e do Estado?
Carlos Antunes - Vamos cobrar que os dois abram rubricas nos seus orçamentos para destinar recursos ao HC. Todos os usuários dos fundos de servidores vêm buscar atendimento aqui. Mesmos os usuários de planos de saúde privados caem no hospital, mas como usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Tudo é gratuito para eles e a conta fica com a gente. Por que não cobrar dos planos de saúde? É preciso uma boa gestão, competente, que implemente uma racionalidade administrativa e de custos. Vamos homogeneizar os atendimentos dentro do HC. Ou a gente arruma o hospital ou cai junto com ele.
Folha - A privatização é uma saída?
Carlos Antunes - A intenção não é privatizar. O HC precisa continuar um hospital-escola, prestar atendimento à comunidade. Uma solução seria criar uma nova ala para os pacientes dos planos de saúde. A atual é muito pequena, necessita de uma ampliação.

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