'Estamos lidando com um esquema perigoso'
Foz do Iguaçu O agente federal Arthur Almeida, responsável pelo departamento de Comunicação da Delegacia de Foz do Iguaçu, disse à Folha que os sacoleiros agem com ''formas e meios do crime organizado''.
Segundo ele, o sistema de comboio adotado pelos sacoleiros para dificultar a fiscalização é fruto de uma estratégia estudada a partir de uma rede de informantes. ''Com a Operação Cataratas, eles se prepararam para enfrentar possíveis flagrantes nas rodovias'', explicou Almeida. Além da sangria no fisco, a PF está preocupada com o crescente envolvimento dos sacoleiros com o tráfico de drogas e armas. ''É comum encontrar maconha escondidas dentro de brinquedos preparados especialmente para isso do outro lado da fronteira'', exemplificou.
Somente nas últimas duas semanas, o posto da Receita Federal em Medianeira apreendeu 320 quilos de maconha, 3,5 quilos de cocaína e 6,4 quilos de crack, boa parte no interior dos ônibus com mercadorias do Paraguai. Foram presas nove pessoas. ''Também encontramos armas de grosso calibre escondidas nos bagageiros. Estamos lidando com um esquema organizado e perigoso'', declarou.(L.F.M.)





