''Estamos dentro da lei'', afirma diretor
O engenheiro químico e diretor da IBP, Flavio Roberto Pereira de Oliveira, discordou das queixas apresentadas à FOLHA. ''Só pelo feito de estar aberta, significa que a empresa já está dentro da lei'', alegou.
Segundo ele, a indústria tem apresentado as auditorias ambientais ao IAP e está investindo em tecnologia para reduzir a emissão de poluentes, como a aquisição de um lavador de efluentes gasosos no valor de R$ 150 mil. ''Estamos ajeitando a fábrica'', definiu.
Oliveira sustentou que ''a contaminação (provocada pela indústria) está fechada entre quatro alambrados'' e que todos os efluentes líquidos caem em uma lagoa dentro da fábrica, não havendo possibilidade de poluição de mananciais. Os resíduos, de acordo com ele, são armazenados em barracões e levados para um aterro industrial em Apucarana. O diretor não quis informar a quantidade de chumbo que é processada na fábrica.
Questionado se considerava normais a oxidação e o cheiro forte que se espalha pelo Parque Industrial, o diretor respondeu que ''não''. Em seguida, reafirmou que sua empresa realiza medições periódicas dos níveis de poluição e que ''todas são satisfatórias''.(V.N.)





