Convênio assinado nessa semana pelo reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, e por representantes de cinco agências de integração vai facilitar o acesso dos estudantes da universidade às oportunidades de estágio. ''Essa parceria será extremamente importante, principalmente para podermos oferecer vários campos de aprimoramento em todos os níveis, até internacionalmente. Os principais beneficiados serão os alunos'', afirmou o reitor, acrescentando que a UEM, por exemplo, já trabalha com esse tipo de convênio há 20 anos.
O convênio deve proporcionar maior número de oportunidades de vagas de estágio, com o envolvimento de mais empresas. ''O nível acadêmico e dos estudantes é muito respeitado no mercado'', avaliou José Nicolás, diretor da Abre, uma das conveniadas. Nicolás lembrou que o número de estudantes que fazem estágio no Brasil não chega a 6%, bem inferior ao nível internacional, que chega a 25%. ''Nossa visão é oferecer mais oportunidades e valorizar o estágio, sem o risco de vê-lo como uma mão-de-obra barata, mas que seja uma forma de complementar a formação dos estudantes'', destacou.
A idéia desse convênio surgiu em 2006, mas, segundo a pró-reitora de graduação, Maria Aparecida Carvalho, foi preciso superar algumas dificuldades. ''Observamos que os colegiados de alguns cursos tinham dificuldade de firmar convênios com empresas, tanto para estágios curriculares obrigatórios quanto não obrigatórios. Um dos problemas era que muitas empresas, para a redução de custos, terceirizavam o setor de recursos humanos, e isso dificultava a formalização'', relatou. Agora, essa parceria vai ajudar também a diminuir a burocracia na aprovação de um estágio.
Além das medidas jurídico-administrativas, Maria Aparecida relatou que a idéia foi discutida com toda a comunidade universitária em setembro do ano passado. ''Esclarecemos a relação entre a universidade e a agência de integração, tirando eventuais dúvidas, para que a comunidade compreendesse e também para avaliarmos a repercussão no próprio meio acadêmico.'' A partir daí foi formalizada uma minuta de resolução, aprovada pelos conselhos universitário e administrativo da UEL.
As agências são a Abre, Ciee, Cine, Fundação Cândido Garcia e Foco Recursos Humanos. ''O estágio é importante para fazer uma complementação do ensino e aprendizagem e também uma aproximação com a futura área de trabalho'', explicou a pró-reitora, ressaltando que a Prograd e a coordenação dos cursos vão fazer o acompanhamento pedagógico desses estágios.
Segundo informações da chefe da divisão Central de Estágios e Intercâmbios, Maristela Martins, a UEL já tem, neste início de ano letivo, 3.500 estudantes estagiando. No ano passado, foram 8 mil a 9 mil estágios. ''Nossa expectativa é chegar a 15 mil estágios por ano, mesmo porque dos 43 cursos oferecidos pela universidade, apenas dois não têm estágio obrigatório'', afirmou.

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