Estagiários prestam assistência jurídica a presos
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terça-feira, 11 de março de 2003
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Arapongas - Alunos do 4º ano de Direito da Unopar, campus de Arapongas, estão trabalhando para diminuir a superlotação da cadeia municipal. A expectativa é diminuir em 20% o número de presos. ''Alguns são condenados e já deveriam estar nas penitenciárias com direito à progressão de regime e outros ainda poderiam responder por seus crimes em liberdade provisória'', disse o coordenador de Práticas Jurídicas (NPJ) da Unopar, Vladimir Stasiak.
Participam da atividade 12 alunos e três professores que atendem apenas presos sem defensoria particular. Dos 65 entrevistados pelos universitários, 10 poderiam estar fora das grades se tivessem assistência jurídica. Segundo o coordenador do NPJ, a maioria dessas pessoas é carente, está sujeita ao acúmulo de processos, à falta de estrutura de juízes e suas agendas lotadas.
A próxima etapa do grupo é encontrar as famílias dessas pessoas para obter a documentação necessária aos processos. A estimativa de Stasiak é que o trabalho esteja concluído em 60 dias. ''Fatalmente, esses casos chegarão ao NPJ, mas só depois de passarem pelas mãos do juiz. De acordo com a lei, esse trajeto deveria demorar entre 25 e 30 dias, mas na prática leva mais tempo'', explicou o professor de Direito Penal.
A vantagem para os alunos é descontar esse trabalho da carga horária exigida pela atividade complementar obrigatória e a experiência profissional. ''Se houver sucesso nessa experiência e interesse dos alunos, poderemos repeti-la no próximo semestre'', comentou Stasiak.
Quem quiser mais informações sobre o assunto deve contatar o NPJ, em Arapongas, de segunda à sexta-feira, das 13h30 às 16h30 e, expecionalmente, às segundas e terças-feiras, também das 8 às 11 horas.


