Em meio à ''irritação'' com as cobranças dos jornalistas com relação principalmente às crises na saúde e segurança públicas, o governador Roberto Requião (PMDB) anunciou ontem a retomada das obras da sede do Corpo de Bombeiros às margens da Rodovia Celso Garcia Cid, na zona sul de Londrina. Interrompido no início do mês, os trabalhos de conclusão devem ser iniciados dentro de 30 dias. A construção, orçado em R$ 142 mil, irá atender a uma população de 100 mil pessoas.
Segundo o governador, a obra dos Bombeiros estava parada por ter sido iniciada de maneira ''irresponsável''. ''Não havia a rubrica orçamentária necessária'', apontou. Ele visitou a obra acompanhado do comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina, tenente-coronel Aloísio Costacurta Vieira. Quanto às demais obras paradas em Londrina, o governador pretende analisar caso a caso.
Sobre a falta de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Requião argumentou que ''a novidade é antiga''. ''O governo que me antecedeu deixou de cumprir metas constitucionais e não investiu R$ 1.080 bilhão. É evidente que em pouco mais de seis meses não tenho de onde tirar esses recursos.'' Ele garantiu que irá resolver o problema, mesmo que tenha que bancar com o ''próprio salário''.
Com relação às críticas por causa de sua intenção em substituir os chamados ''delegados calças-curtas'' por sargentos e tenentes da PM em municípios de pequeno porte, Requião desabafou: ''estamos apoiando a banda boa da Polícia do Paraná, que é majoritária mas estava afogada pelo prestigiamento que o governo dava à banda podre, que está aí reclamando contra a profissionalização do delegado calça-curta.'' Também reclamou de um ofício enviado à ele pela Câmara de Londrina pedindo a reativação dos bingos na cidade. ''Minha gente, um pouco de vergonha na cara não faz mal para ninguém'', falou o governador. A assessoria da Câmara informou que o ofício foi aprovada pelos vereadores com o intuito de preservar o emprego e garantias dos funcionários dessas casas de jogos.
Ainda na prefeitura de Londrina, integrantes do Movimento das Mulheres de PMs. entregaram uma carta ao governador pedindo aumento do salário e do efetivo e a regularização dos problemas com alimentação.

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