O atendimento a vítimas de violência sexual no Paraná passa a ter um protocolo unificado. O Estado é o primeiro a organizar a assistência integral a essas pessoas e a coleta de vestígios em hospitais de referência de dez Regionais de Saúde. O lançamento do projeto ocorreu na terça-feira em Curitiba. O trabalho foi realizado em parceria entre as Secretarias da Saúde, Segurança Pública e Administração Penitenciária, Trabalho e Desenvolvimento Social e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.
"A partir de agora, poderemos oferecer um atendimento humanizado e digno à vítima que passou por um momento tão delicado. Demos um grande passo na garantia de um atendimento qualificado a quem passou por situação de violência sexual. Essa ação, pioneira no Brasil, é um avanço para o País e principalmente para o Paraná", destacou o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo.
O Protocolo para Atendimento às Pessoas em Situação de Violência Sexual também orienta tecnicamente os profissionais de saúde quanto aos procedimentos a serem realizados, como a contracepção de emergência e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, além da coleta dos vestígios para elaboração de laudos periciais.
Para o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, a extensão do programa é importante para a humanização do serviço, que é feito pelo Instituto Médico Legal. "A polícia continuará fazendo o trabalho técnico, visando a condenação do criminoso, mas sem submeter a vítima a mais um constrangimento, o que contribuirá para a recuperação dela após o trauma e para que as sequelas daquele evento negativo sejam minimizadas no atendimento", afirmou.
O novo atendimento, que começa a funcionar a partir de 1º de outubro, foi elaborado seguindo diretrizes previamente estabelecidas em decretos e resoluções relacionados à violência sexual no Brasil. "A situação vai além da necessidade de conhecimento técnico, é preciso olhar a vítima não só com a razão profissional, mas também com muita sensibilidade e é isso que estamos fazendo aqui", salientou Caputo Neto.

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