Estado terá que explicar superlotação no HU
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quarta-feira, 24 de setembro de 2003
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O promotor de Defesa e Garantia dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, encaminhou, na semana passada, ao secretário de Estado de Saúde, Cláudio Murilo Xavier, um ofício em que solicita informações sobre as providências que o governo do Estado poderá tomar, a curto prazo, para amenizar a superlotação nas unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTI) e de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Universitário de Londrina (HU).
O procedimento administrativo para verificar a situação do HU foi instaurado pelo Ministério Público em agosto. Uma série de ofícios do HU, encaminhados ao promotor, demonstram que as duas unidades sofrem continuamente com a superlotação. Um deles relata que, no dia 2 de setembro, a UTI Neonatal estava com três bebês a mais do que a capacidade; a UCI, que têm capacidade para 10 pacientes, estava com 14 pessoas. No dia 9 de setembro, a situação permanecia idêntica com 25 pessoas acomodadas em 17 leitos. ''Há muito tempo estas unidades vêm sendo usadas muito acima de suas capacidades, comprometendo, assim, a qualidade de atendimento prestado, e obrigando a direção do hospital a limitar o atendimento do Pronto Socorro'', diz parte do ofício encaminhado ao secretário.
''Estamos aguardando a resposta do secretário. Se não for convincente, razoável, não vamos ter outra solução, senão o caminho judicial. Vamos esgotar os recursos administrativos para depois pensar no judicial'', afirmou Tavares. ''Aguardamos um posicionamento rápido para que a população de Londrina possa ser melhor atendida nesta área'', complementou.
A assessoria de imprensa do secretário de Saúde informou que o ofício ainda não chegou ao gabinete.


