O Paraná deve ser o primeiro estado brasileiro a ter um Banco de Sangue de Cordão Umbilical. Vinculado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC - UFPR), o banco já tem até instalação, no Centro de Curitiba, prevista para inaugurar amanhã com a presença do ministro da Saúde José Serra. O objetivo da nova instituição é ampliar a possibilidade de transplante de medula óssea. A iniciativa inédita, no entanto, ainda não foi confirmada pelo Ministério da Saúde.
O ministério informou à Folha que até ontem não tinha recebido solicitação de credenciamento para a instalação do banco no Paraná. De acordo com a Portaria nº 903/GM, de 16 de agosto do ano passado, existem uma série de regulamentações para a instalação de um banco de sangue de cordão umbilical, inexistente no Brasil. O processo deve ser rápido, mas depende da aprovação do Ministério da Saúde, que promove vistorias no local em conjunto com representante da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea. Pedidos de credencimanto só foram feitos pelo Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) e Instituto Nacional do Câncer (RJ), ainda sem parecer do ministério.
Atualmente só existem 24 bancos de sangue no mundo. O de Curitiba está previsto para começar a funcionar ainda neste primeiro semestre. O prédio reservado para o banco fica na Rua Agostinho Leão Jr.,108. As obras tiveram início no final de 1999 e, segundo o HC, foram investidos R$ 1 milhão. No prédio vai funcionar também novas instalações do Biobanco, que deverá ampliar de 70 para 100 coletas de doações de sangue por dia.
Para o Banco de Sangue de Cordão Umbilical, a expectativa é realizar três mil coletas já nos dois primeiros anos de funcionamento do banco, ampliando a realização dos transplantes de medula óssea com a utilização de células do cordão umbilical. O HC foi pioneiro na realização deste tipo de transplante na América Latina e já fez 18 transplante do gênero. Oito deles de não aparentados.
O hospital divulgou nota oficial sobre a inauguração, mas a assesoria informou que tanto o diretor geral do HC, Luiz Carlos Soania, quanto o chefe do serviço de tranplante de medula óssea, Ricardo Pasquini, só concederão entrevistas amanhã.

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