Estado tem 8 municípios em lista negra do fundo
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
Oito prefeituras do Paraná foram investigadas e tiveram os casos relatados pela Subcomissão Especial de Educação da Câmara Federal por suspeita de desvio de recursos do Fundef. De acordo com a lei, 40% do total dos recursos do fundo podem ser usados com transporte escolar, pagamento de serviços, pessoal de secretaria, reforma de prédios e contratação de pessoal. Os outros 60% têm que ser gastos obrigatoriamente com os salários dos professores.
Mas isso não estaria ocorrendo. Os recursos estariam sendo retirados das contas do Banco do Brasil para quitar dívidas ou fazer pagamentos de funcionários de outras áreas. Outra irregularidade que pode estar sendo cometida diz respeito ao uso de recursos com o transporte escolar. As contas de algumas prefeituras colocavam despesas de carros de passeio como se eles fossem usados para o transporte escolar.
Num primeiro momento, foram analisadas denúncias contra as prefeituras de Adrianópolis, Antonina, Arapongas, Colombo, Goioerê, Mandirituba, Pontal do Paraná e Salto do Lontra. As atuais administrações de Salto do Lontra, Pontal do Paraná e Adrianópolis admitem a possibilidade de desvio de recursos. Em Salto do Lontra foi aberta uma auditoria para detectar as irregularidades.
A intenção da subcomissão é instalar uma CPI na Câmara Federal para investigar outras denúncias já recebidas a partir deste mês. O Fundef movimenta anualmente R$ 19,5 bilhões no País. São 37 milhões de alunos atendidos com os recursos do fundo.


