Todas as metas do ajuste fiscal do Paraná no ano de 2000 foram superadas pelo Governo do Estado, segundo o Ministério da Fazenda. A comunicação foi feita ao governador Jaime Lerner, em ofício encaminhado pelo secretário do Tesouro Nacional, Fábio de Oliveira Barbosa.
O governo considera esta uma comprovação da austeridade na administração do dinheiro público. A Secretaria do Tesouro Nacional avaliou todas as seis metas do programa de ajuste das contas públicas do Paraná.
Foram analisados a dívida estadual, o superávit primário, despesas com pessoal, receita tributária, alienação de ativos e investimentos. Para o governo, a avaliação mostra que não há problema em relação ao equilíbrio das contas públicas.
Crescimento Uma das principais metas estabelecidas pelo governo federal no acordo de ajuste fiscal com o Paraná, assinado em 1998, era alcançar um crescimento real da receita tributária de 5,5% no ano passado. O objetivo foi superado com folga pelo Paraná. A receita de impostos cresceu 14,46% em 2000, de acordo com a avaliação feita pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Segundo os números do governo federal, o resultado da arrecadação é 162% maior do que a meta estipulada no programa de ajuste fiscal. O incremento, de acordo com avaliação do governo, foi fruto da política de industrialização promovida nos últimos anos.
Desde 1996, o Paraná já recebeu investimentos de quase R$ 27,7 bilhões, através da assinatura de 225 protocolos com grandes empresas nacionais e multinacionais, que receberam como incentivo a dilação do recolhimento do ICMS. A arrecadação do imposto aumentou de R$ 2,3 bilhões em 1994, para R$ 4,9 bilhões, previstos para este ano.
Além dos novos empreendimentos industriais, pelo menos 600 novas empresas se instalaram no Estado no rastro dos grupos que vieram ao Paraná, sem nenhum incentivo do governo. Cada indústria que se instalou no Estado movimenta uma gama enorme de empresas de serviços.

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