Estado se opõe a radicalismos
A equipe de educação especial do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, que abrange 19 municípios, pinta um quadro melhor da inclusão de deficientes na região. De acordo com as coordenadoras Edilene Fredegotto e Dulce Pascoalino Romero, a estrutura de atendimento a necessidades educacionais especiais aumentou muito nos últimos anos e segue nessa tendência.
''Quatro anos atrás não tínhamos nenhum intérprete (de libras) nas escolas comuns - hoje existem sete - e nem se falava em salas de recursos (atualmente há 30). Conforme as demandas foram surgindo, o Núcleo correu atrás e a Secretaria de Estado de Educação (Seed) foi dando respaldo'', afirma Dulce.
Segundo o NRE, a região também conta hoje com 14 classes especiais, sete professores de apoio permanente para deficientes físicos (que passam a aula ao lado dos alunos) e 23 Centros de Atendimento Especializado (CAEs), que complementam a escolarização de alunos com deficiência física, visual e auditiva.
Edilene esclarece que ''a Seed sustenta uma política de inclusão responsável e se opõe a radicalismos''. Para ela, achar que as escolas devem ficar preparadas à espera de um aluno deficiente é um conceito equivocado em relação à inclusão. ''A preparação se dá ao longo de um processo, a partir do momento em que há as matrículas. Na verdade, nenhum aluno é igual ao outro. O professor não pode usar o mesmo ritmo, a mesma metodologia para todos, mas trabalhar de forma diversificada.'' (V.N.)





