Estado reconhece constrangimento
O governo do Estado admite que a revista de mulheres nos presídios e distritos policiais é constrangedora. Mas a falta de mecanismos eletrônicos que modifiquem a norma em todo o Paraná obriga que os policiais continuem a realizá-la. A afirmação é do coordenador do Sistema Penitenciário do Estado, Pedro Marcondes.
Ele garantiu que o governo está consultando empresas de equipamentos eletrônicos para evitar o constrangimento das mulheres revistadas, principalmente ao ficarem nuas e fazerem o agachamento. Esta medida é para evitar que entrem com porções de drogas escondidas nas partes íntimas. Reconhecemos que é constrangedor, mas enquanto não houver sistemas eletrônicos que detectem estes objetos, iremos continuar com as revistas.
Marcondes informou que o Departamento Penitenciário da Secretaria de Estado da Segurança Pública encomendou um estudo de uma empresa de segurança para dotar todos os distritos policiais e cadeias do Paraná de um sistema eficaz. Mas isso demanda tempo e recursos públicos. Por enquanto, temos orientado os agentes penitenciários e policiais a evitar qualquer constrangimento, mesmo de forma velada. Mas não temos como abrir mão do agachamento, procedimento adotado em qualquer cadeia do País, salientou. (A.S.)





