O Governo do Estado pode financiar a construção do hospital da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Londrina. "Eles têm terreno. Se tiverem projeto e assumirem a gestão, a gente financia a obra", afirmou taxativamente o secretário de Saúde do Paraná, Michele Caputo Neto. O investimento giraria em torno de R$ 20 milhões.
A PUC abriu ano passado o curso de Medicina em Londrina (atualmente são duas turmas, com 60 alunos cada). Para as atividades pré-clínicas, a instituição mantém 12 laboratórios que são utilizados pelos estudantes durante os três primeiros anos do curso. A coordenação firmou convênio para que as atividades hospitalares ocorressem na Santa Casa de Londrina. No entanto, a parceria não invalida a proposta de um hospital próprio.
O desejo sempre existiu e o projeto segue em discussão (o assunto foi debatido na última sexta-feira entre a coordenação do curso e reitoria da universidade em Curitiba, mas os detalhes não foram revelados).
Caputo Neto manteve contato há poucos dias com representantes da universidade e agendou um novo encontro para o mês que vem em Curitiba. A ideia é ter acesso aos projetos arquitetônico e estrutural do hospital da PUC.
A proposta de um hospital público ou filantrópico iria atender demanda da região sudoeste de Londrina, que passa por grande expansão demográfica, e também a população do município de Cambé (territorialmente os municípios já estão agrupados). O projeto colocaria por terra a possibilidade de construção de um centro clínico e de referência em Cambé (a proposta seria reformar o prédio do antigo Hospital Londrina), cogitada no início do ano e publicada pela FOLHA.
"Essa proposta (da PUC) é muito melhor que aquela (de Cambé). O prédio do antigo hospital precisa passar por muitas reformas e adaptações. Com esse novo hospital na zona oeste de Londrina, iríamos fechar tudo (territorialmente)", explicou Caputo Neto.
A PUC também tem um curso de Medicina em Curitiba, onde alunos frequentam o Hospital Universitário do Cajuru (HUC) e a Santa Casa de Curitiba. O Grupo Marista ainda administra o Hospital Nossa Senhora da Luz (que trata doentes mentais), Hospital do Idoso Zilda Arns e Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida (Clínica Única). O HUC é o maior deles, contando com mais de 21,1 mil metros quadrados de área, 300 leitos, sendo 20 unidades de Terapia Intensiva (UTI).
A PUC não abre detalhes do projeto do hospital de Londrina. A assessoria de imprensa da universidade informou, por meio de nota, que "não vai se manifestar sobre o assunto" e que "não recebeu nenhuma proposta formal" do governo para apresentação do projeto.

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