O Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) vai fechar o ano com R$ 1,9 milhão investidos na compra e reforma de carteiras escolares. Uma licitação para a compra de 48.750 carteiras está em fase final e deverá garantir um início de ano letivo com acomodações para todos nas escolas públicas da rede estadual.
Só nessa compra, já destinada ao próximo ano, o Estado está investindo cerca de R$ 1,7 milhão. O chefe do Departamento de Suprimentos da Fundepar, Emanuel Mascarenhas Padilha, informa que o órgão tem entregue anualmente uma média de 30 mil novas carteiras às cerca de 2 mil escolas da rede estadual. Este ano, foram compradas 47 mil carteiras. Para 1997, está prevista uma nova licitação no mês de abril.
De acordo com Padilha, apesar do grande investimento, os estoques nem sempre são suficientes, porque a demanda por vagas nas escolas está aumentando. ‘‘É uma consequência da qualidade do ensino público no Paraná, aliada ao alto custo de manter um filho numa escola particular’’, afirma.
Outra razão da carência permanente de carteiras é a destruição, que ocorre em muitas escolas. A Fundepar pretende lançar no ano que vem uma campanha de incentivo às escolas que mantiverem seu patrimônio conservado. ‘‘A idéia básica é que a escola que valorizar seu patrimônio será valorizada também’’, diz Padilha. Ele lembra que os cuidados com o patrimônio - ‘‘que não é do Estado, mas de todos os paranaenses’’ - representa economia e sobra de verbas para outros materiais e equipamentos escolares.
Uma das formas de estimular as escolas será fornecer àquelas que mantiverem o patrimônio conservado novos modelos de carteiras, em estudo na Fundepar. ‘‘Estamos tentando chegar a um novo modelo, que seja mais adequado às necessidades pedagógicas atuais e facilite o trabalho em grupo’’, adianta Padilha.
Além de comprar novas carteiras, a Fundepar tem investido na recuperação das antigas, feita em parceria com entidades sociais e filantrópicas. Este ano, 21 mil carteiras foram reformadas. Segundo Padilha, a reforma representa economia de 30% em relação à compra de carteiras novas.
Em Curitiba, a maior parte das reformas é feita por internos do sistema penitenciário, que recuperam 1.500 móveis por mês. Os presos são remunerados e ainda abatem os dias de trabalho da pena a cumprir. Novos convênios para reforma de carteiras estão sendo assinados com o 6º Batalhão da Polícia Militar, em Cascavel, e com escolas que possuem marcenaria.

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