Estado nomeia professores de salas especiais
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terça-feira, 05 de abril de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A Secretaria de Estado de Educação iniciou esta semana a contratação de 2.212 professores aprovados em recente concurso para a Educação Especial da Rede Pública. A maior parte já trabalhava na área, mas através de convênios. Agora, passarão a contar com a estabilidade de profissionais concursados, com direito aos mesmos benefícios dos professores do ensino regular, como por exemplo plano de cargos e salários. Trata-se de um passo importante para vencer as muitas dificuldades impostas pela educação inclusiva, um direito garantido por lei a todas as crianças portadoras de necessidades especiais.
Ao todo, deverão ser contratados 16.621 docentes no Estado, após a assinatura de novos decretos. No Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, esta primeira etapa prevê a nomeação de 136 educadores, 40% do total de aprovados no concurso. A iniciativa do Governo é louvável, mas já não era sem tempo. O Estado vem se preparando desde 2000 para assumir o desafio, e em 2002 o projeto começou a ser implantado.
O que diferencia os professores de ensino especial dos professores do ensino básico é a formação especializada em educação especial, além da licenciatura plena. Segundo informações da Secretaria de Educação, o currículo para a educação especial é adaptado para atender as necessidades do educando. Os alunos com grave comprometimento são atendidos individualmente e os com deficiência neuromotora têm apoio permanente.
Segundo a coordenadora da equipe de educação especial do NRE, Mônica Maria Teixeira Figueirol, só em Londrina existiam, no ano passado, 267 alunos em inclusão no ensino regular, caracterizados como casos de deficiências mental, física, auditiva e visual, distúrbios de conduta, problemas de aprendizagem e outros. Já na educação especial eram 1.373, a grande maioria (1.009) com problemas mentais.
A gerente de apoio educacional da Secretaria Municipal de Educação, Nair Senegália Morete explica que o objetivo das turmas especiais, mantidas para os casos em que as limitações são maiores e sob coordenação de professores especializados, é preparar a criança para a inclusão no ensino regular. Em 2004, das 78 escolas municipais, 20 ofereceram salas especiais, atendendo cerca de 150 alunos. Já nas classes comuns, havia aproximadamente 300 crianças com necessidades especiais.
Entre as escolas municipais que trabalham com a inclusão destes alunos no ensino regular está a Bartolomeu de Gusmão, na Vila Siam (Zona Leste). A primeira criança com este perfil chegou há cinco anos e de lá para cá professoras e direção têm encarado verdadeiros desafios. ''Por mais que a gente se informe, percebemos que cada caso é diferente do outro, e nós é que temos que nos adaptar a eles'', afirma a professora Valéria Cristiana Petrilo. Segundo ela, a melhor receita, porém, é a que envolve a família. ''O que dá certo é o trabalho conjunto.''


