Estado nega caso de choque anafilático
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quarta-feira, 25 de agosto de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A médica responsável pelos eventos pós-vacinação da Secretaria de Estado de Saúde, Iolanda Maria Novadzke, negou ontem que tenha ocorrido casos de choque anafilático (edema na região da faringe, insuficiência respiratória, lesão de pele e edema labial) em decorrência da Campanha Nacional de Vacinação no Paraná, como havia sido divulgado anteontem pelo Ministério da Saúde. ''Um caso desse tem uma situação clínica bem definida. Teríamos que ter sido informados'', afirmou. O Ministério da Saúde garantiu ontem, através da assessoria de imprensa, que a fonte de informação de que um caso de choque anafilático teria ocorrido no Estado foi o próprio governo.
Iolanda informou que já pediu todos os prontuários dos postos e hospitais em todo o Estado para avaliar as consequências do uso da vacina. Segundo ela, somente depois de uma avaliação detalhada é que os dados serão copilados e divulgados.
Em Curitiba, 13 crianças tiveram reações alérgicas no sábado, primeiro dia da campanha, por causa da vacina tríplice viral, que protege as crianças contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. O número representa 0,02% do total de crianças imunizadas contra as doenças naquele dia. Entre as reações mais comuns constatadas nas crianças estavam vermelhidão na pele e febres esporádicas. De acordo com a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Karin Luhm, todos os casos constatados foram tratados nas unidades de saúde e as crianças tiveram melhoras depois de poucas horas de atendimento.
''As reações ficaram dentro do que chamamos de limite prudencial. De qualquer forma nos preocupamos e começamos a aplicar na segunda-feira apenas as doses que tínhamos ainda da rotina de vacinação até que as novas doses de tríplice viral chegassem de Brasília'', afirmou. Karin explicou que o volume de aplicação de vacinas tríplice viral foi de 61 mil somente no sábado, índice proporcional a dois anos de vacinação na rotina dos postos de saúde.
Em outros municípios paranaenses a situação foi mais alarmante. Entretanto, apenas Londrina suspendeu a aplicação das doses da vacina tríplice viral até a chegada de novos lotes.


