Estado não paga e obra em escola fica inacabada
Desde o começo do ano letivo, o Colégio Estadual Guatupê, em São José dos Pinhais, está dispensando das aulas práticas de computação 500 alunos, porque a sala de informática ainda está inacabada. Segundo a direção da escola, a falta de aulas é fruto de atrasos de repasses de verbas do governo estadual para a conclusão da obra.
O caso do colégio Guatupê não é uma exceção. Outras 330 instituições ainda aguardam o pagamento das última parcela para a conclusão de salas de aulas, incentivadas pelo Programa de Expansão e Melhorias do Ensino Médio (Proem). Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação, os R$ 10 milhões que ainda faltam repassar as escolas dependem da prestação de contas de associações de pais e mestres e das construtoras contratadas.
De acordo com a diretora do colégio Guatupê, Leila Resende, o último pagamento do Estado foi feito em outubro do ano passado. Faltam duas parcelas, por isso as obras foram interrompidas, afirma a diretora. Ainda estão inacabadas as obras da sala de informática, banheiros e cobertura do pátio. Os microcomputadores ainda estão nas caixas, por falta de local, reclama.
Leila diz que a situação é pior, porque os atrasos deram à escola e à APM a fama de caloteiras. A APM está sendo protestada pelo não pagamento de R$ 265,00, afirma, acrescentando que a associação acumula um débito superior a R$ 5 mil. Para a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a causa do atraso é a não prestação de contas de repasses feitos da secretaria a APM, que deve pagar a construtora. Pelos dados da secretaria, a APM não prestou as contas de R$ 5 mil.
Mas a proprietária da construtora FF Construções Civis, Tânia Francischini, diz que não tem culpa de a APM não ter as contas em dias. Fiz meu trabalho e deveo receber, diz. Tânia diz que não paga os seus funcionários desde outubro, por causa do atraso da secretaria. O problema é que estou realizando obras em outras escolas, todas com pagamento atrasado, afirma. A FF Construções reformou as escolas Arlinda Creplive, de Quatro Barras, Arnaldo Jansen, Costa Viana, Osvaldo Cruz e Ermelino de Leão, todas de Curitiba. As duas últimas são do encargo da Fundepar.
A assessoria da secretaria informa que na Arlinda Creplive a construtora não apresentou as documentações exigidas em contrato. Na Costa Viana, o último pagamento foi feito em novembro passado, além disso a APM também não apresentou documentação.Kraw PenasColégio Guatupê teve suas obras paralisadas por falta de pagamentoIsrael Reinstein





