Marcos Zanatta
De Maringá
A Fundepar libera hoje mais R$ 1,1 milhão do Fundo Rotativo para 2,1 mil escolas, depois que professores de Maringá anunciaram a possibilidade de não retomar as aulas. ‘‘A notícia é boa, mas vamos manter a reunião para definir uma posição’’, disse Safira Alves Feitosa, diretora do Colégio Estadual Duque de Caxias. Diretores e as associações de pais e mestres de 130 escolas estaduais da região de Maringá se reúnem amanhã, para decidir se as aulas - iniciadas hoje - prosseguem sem o repasse do fundo. Das seis parcelas previstas para o primeiro semestre, apenas quatro foram repassadas.
O dinheiro, cerca de R$ 1,00 por aluno, é destinado apenas à manutenção das condições de cada escola. ‘‘Se aceitarmos o repasse agora, sem nos manifestar contra o atraso, depois não poderemos reclamar’’, opinou Safira. Ela disse que, no final do primeiro semestre, a escola que dirige, que tem 2.150 alunos, não parou por causa da renda da festa junina. ‘‘A gente não está conseguindo comprar o material de consumo por causa do atraso do fundo’’, reclamou. ‘‘Não temos mais de onde tirar’’.
A diretora da Escola Estadual Ipiranga, Emilia Inácio Jacomini, que no final de semana convocou os pais dos 440 alunos para um ‘‘mutirão’’, disse que apesar da adesão reduzida, faltou dinheiro para fazer todas as obras necessárias. ‘‘Poucos pais apareceram mas trabalharam muito. O problema é que sem dinheiro a reforma ficou prejudicada’’. Ela comemorou a liberação de mais uma cota do fundo, mas espera que a escola seja beneficiada com reformas. O prédio tem 35 anos e nunca passou por nenhuma melhoria. ‘‘Vamos convocar os pais para mais um mutirão e tentar concluir o que faltou’’, disse.

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