Estado investiu 48,2 contos de réis
Com 29 metros de frente por nove de fundo, compreendendo três salas para a administração e duas salas de aula, numa disposição permitindo futuras ampliações, a construção do Grupo Escolar de Londrina foi autorizada em 9 de julho de 1936, ''na conformidade da proposta'' apresentada por Beltrão & Cia. e obedecendo ''rigorosamente o projeto e especificações fornecidos'' pela 3 Residência da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda e Obras Públicas. Demorou 11 meses e custou 48,2 contos de réis (precisamente 48:249$500), em três prestações de 12 contos e uma de 12 contos 249 mil e 500 réis ao término.
Sob a direção de Antenor Henrique Monteiro, foi inaugurado em 11 de julho de 1937. Consta no histórico 587 alunos em 1938 e 780 em 1939, já com mais salas. Professora desde o início, Mercedes Camargo Martins seria nomeada diretora em 4 de fevereiro de 1941.
Mas o governo estava atrasado. Os alemães tinham construído a primeira escola em 1931, no Heimtal, e a segunda na cidade, em 1934. A dos japoneses, aberta no meado de 1933, na Rua São Jerônimo, se tornara pequena e eles fizeram outra, na esquina da Rua Ceará com a Jataí, inaugurada em 1º de abril de 1935.
Enquanto isso, a instrução pública permanecia ''na mesma salinha acanhada, anti-higiênica, de luz escassa e conforto duvidoso da Londrina de dez casas, funcionam as aulas da Londrina de hoje com cerca de 900 prédios!'' - segundo editorial no Paraná Norte (29.3.36). ''Temos uma população escolar, no mínimo, de 800 crianças que se privam do amparo dos poderes públicos por falta de uma casa.''
Situava-se a ''salinha'' na confluência da Avenida Paraná e Rua Minas Gerais (atualmente o Edifício Júlio Fuganti), cedida pela Companhia de Terras e mobiliada pelo Governo, em que os professores Remy Duszczack e Luiz Vergés Dutra abriram o primeiro ano letivo do ensino público, em fevereiro de 1935. Para substituí-los, Mercedes Camargo Martins foi nomeada em 19 de janeiro de 1936, ''normalista de 1 classe na Escola da Vila de Londrina''.
Percebendo a ''grande falta'', o interventor Manoel Ribas promete, ''espontaneamente'', três prédios escolares para o município''. E cumpre a ''sua palavra honrada'', anuncia o Paraná Norte de 13 de abril de 1936, mencionando telegrama a Willie Davids em que o secretário da Fazenda, Othon Mõder, comunica ter aprovado as plantas e o orçamento dos prédios escolares para Londrina, Nova Dantzig e Rolândia, ''autorizando as respectivas construções''.
O Grupo Escolar de Londrina passou a ser ampliado a cada ano. E no dia 2 de dezembro de 1941, recebeu o nome de Hugo Simas, falecido em 27 de outubro daquele ano. Natural de Paranaguá, ele fora promotor público, professor em colégios e na Universidade Federal do Paraná, desembargador e presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado. Por parte de mãe, assinava Gutierrez e era parente dos Beltrão. (W.S.)





