Estado inicia este mês obra do Centro de Detenção
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quinta-feira, 06 de janeiro de 2005
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
O Secretario do Estado de Justiça, Aldo Parzianello, deve assinar até o dia 15 deste mês a ordem de serviço para a construção Centro de Detenção de Londrina. A obra vai custar aproximadamente R$ 11 milhões e terá capacidade para 900 vagas. Segundo ele, até o final deste ano o prédio deverá estar concluído. A construção foi anunciada por Parzianello em agosto de 2003, quando o projeto inicial previa a abertura de 350 vagas.
O secretário esclarece que projeto foi alterado porque o governo estadual percebeu que as 300 vagas não seriam suficientes para atender a demanda na cidade. O prédio será construído em um terreno doado pela Prefeitura de Londrina, às margens da Rodovia João Alves da Rocha Loures, na saída para o Distrito de Maravilha (Zona Sul). Só o terreno custou aos cofres municipais R$100 mil.
De acordo com Parzianello, o Centro de Detenção irá abrigar presos provisórios e condenados de Londrina e outras regiões. Para manter o local em funcionamento serão necessários 200 funcionários, pelo menos metade deles já pertenceria ao quadro do governo e seria realocado para o Centro de Detenção.
As 900 vagas disponibilizadas pelo Centro de Detenção ajudariam a desafogar os distritos policiais e a Casa de Custódia. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, as carceragens dos distritos estão lotadas e seria necessária uma solução paliativa até que o final do ano quando o Centro de Detenção ficaria pronto. ''É positivo do governo tentar resolver a superlotação, mas os investimentos ainda não estão atendendo à demanda. Estamos com uma situação caótica nos distritos'', avalia.
Segundo André, a média de lotação é de 12 a 15 presos em cada cela dos distritos o ideal seria a metade desses números. O 2º Distrito Policial seria um dos locais mais prejudicados com a superlotação: 200 presos onde cabem 70. ''Precisamos com urgência de pelo menos 300 vagas para desafogar as carceragens. Não podemos deixar de prender bandidos perigos, tiramos um problemas das ruas e aumentamos o da superlotação'', salienta.
Segundo o diretor da Casa de Custódia, major Edson Marcos Tomaz, a Casa de Custódia está ''no limite máximo suportável'', visto que a capacidade real do prédio é para 288 presos e o local abriga 430, atualmente. '' Esperamos que a obra seja concluída logo'', deseja.


