Curitiba - O Paraná gastou R$ 255.723,00 com o internamento de feridos por arma de fogo no ano passado, de acordo com levantamento da base de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), abastecido pela Secretaria de Estado de Saúde. Durante o período, 151 pessoas foram internadas em todo o Estado.
Os recursos utilizados no ano passado foram maiores do que os investidos em 2007, quando foram internados 200 pacientes ao custo de R$ 246.349,00. Os números não contabilizam atendimentos de pronto-socorro e consideram apenas instituições que receberam recursos do SUS.
O Hospital do Trabalhador, referência no atendimento a esse tipo de trauma na Capital, realizou, no ano passado, 711 procedimentos com vítimas de armas de fogo. De acordo com o médico do hospital Adonis Nasr, o procedimento varia de acordo com a complexidade do caso. Nas situações mais graves, a piora no quadro do paciente estende o período de internamento e, consequentemente, os recursos para o procedimento. Os números do hospital englobam todo tipo de atendimento, inclusive no pronto-socorro.
Para Nasr, as complicações também são resposáveis pelo "furo estatístico" em relação a investimentos e dados. Em alguns casos, o óbito de um paciente causado por complicações pós-operatórias do ferimento por arma de fogo não é registrado. Ele considera ainda uma mudança no perfil das ocorrências. "Temos visto que não existe mais diferença entre os finais e os dias de semana. Há um crescimento nas ocorrências diurnas e nos dias de semana. São lesões cada vez mais graves e banais", afirma.
Em todo o Brasil, o gasto nos últimos cinco anos chegou a R$ 93 milhões, para o atendimento de 88 mil casos. A maioria dos pacientes (88%) eram do sexo masculino e 60% tinham entre 15 e 29 anos. Entre os estados com os maiores gastos na área estão São Paulo (R$ 20,7 milhões para 19.200 internações); Minas Gerais (R$ 13 milhões em 8.500 internações) e Bahia (R$ 12,6 milhões em 12.300 internações). (Com Agência Brasil)

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