O secretário de Saúde do Paraná, Armando Raggio, disse ontem, em Maringá, que o governo estadual poderá contribuir para o funcionamento do Hospital Regional de Maringá, custeando a sua manutenção. Ele não se manifestou sobre a possibilidade do governo se responsabilizar pela contratação de pessoal, mas disse que o Estado deseja discutir uma parceria com a prefeitura para viabilizar o funcionamento do hospital. ‘‘Só assim, as mulheres de Maringá poderão ganhar seus filhos na cidade’’, disse referindo-se às gestantes que não conseguem leito disponível do Sistema Único de Saúde (SUS) em Maringá, e acabam sendo atendidas nos hospitais da região.
Raggio esteve em Maringá para falar sobre a importância do trabalho de combate à dengue e para visitar as obras de expansão do Hospital Universitário (HU). Segundo Raggio, o orçamento da secretaria de Saúde para este ano prevê a aplicação de cerca de R$ 120 mil em treinamentos, compra de equipamentos e em obras nos municípios. Ele elogiou a obra de expansão do HU e também se mostrou aberto para discutir uma contrapartida do governo para a sua conclusão. A nova ala do HU tem aproximadamente 2.300 metros quadrados de área construída que vai abrigar o pronto-atendimento e mais quatro novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e seis leitos de UTI pediátrica. Já foram investidos R$ 1,5 milhão e restam R$ 600 mil para a instalação elétrica e hidráulica.
O secretário de Saúde de Maringá, Paulo Roberto Donadio, disse que o apoio do governo do Estado é importante para o município, mas adiantou que a dificuldade em inaugurar o Hospital Regional de Maringá continua. ‘‘O problema maior é com a contratação de pessoal, porque se o município o fizer vai infringir a Lei de Responsabilidde Fiscal e a mesma coisa acontece com o governo do Estado’’. Conforme Donadio, para funcionar apenas a maternidade do hospital, que conta com 60 leitos, é necessário contratar ‘‘no mínimo’’ 200 funcionários, o que implica no aumento da folha de pagamento do município em R$ 200 mil mensal. ‘‘Temos que discutir muito bem esta questão e a idéia é envolver até mesmo o Ministério Público, mas uma coisa é certa: o hospital não vai ser transferido para a iniciativa privada’’, adiantou.

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