A assessoria da Secretaria de Estado da Segurança Pública não quis comentar o possível corte de verbas relativas ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) em virtude das denúncias. Quanto à proteção requerida pelas pessoas ameaçadas, a assessoria do secretário Luiz Fernando Delazari apontou que já foi oferecida a Jorge Custódio Ferreira, mas ele teria recusado. Mesmo assim, o 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina ''está monitorando a situação''.
O secretário estadual de Justiça e Cidadania, Aldo Parzianello, lembrou que as sindicâncias instauradas nas unidades denunciadas por representantes dos direitos humanos no Estado resultaram em demissões e afastamentos de funcionários. As supostas irregularidades também foram repassadas ao Ministério Público. Parzianello apontou que, por isso, não vê motivos para que uma comissão do Departamento Penitenciário do Estado venha até o Paraná investigar essas denúncias. Mesmo posicionamento teve o diretor-geral do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), coronel Justino Sampaio. ''Tudo aquilo que chega ao nosso conhecimento é apurado e tudo que é verdadeiro tomamos as medidas cabíveis'', declarou.
O diretor-executivo do Instituto Nacional de Administração Penitenciária, (Inap), José Mario Valério, que responde pelas casas de custódia de Londrina e Curitiba, disse que todo caso de desvio de conduta de agentes e funcionários é apurado com profundidade. ''Se (o funcionário) agir fora dos padrões da Lei de Execuções Penais, do Estado Penitenciário do Paraná e do regimento interno da empresa, é penalizado'', destacou.

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