Aproximadamente 400 famílias da área rural de Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava) tiveram suas casas destelhadas em três chuvas de granizo que caíram na tarde de anteontem e na madrugada de ontem. Segundo o prefeito de Pitanga, Lourival Landegraf (PFL), ainda não foi feito o levantamento total dos estragos. As equipes encarregadas não conseguiram chegar nas localidade de Borboleta Baixa e Pitanga Baixa porque algumas pontes foram levadas pelas águas.
‘‘Decretamos estado de emergência em todo o município e já comunicamos a Defesa Civil do Paraná. Para as famílias que tiveram seus telhados destruídos a prefeitura está distribuindo lonas plásticas, mas não foi preciso abrigá-las em ginásios de esportes’’, afirmou.
Além dos estragos em residências, a lavoura de trigo foi bastante prejudicada e o milho e o feijão, que já haviam sido plantados, também foram perdidos. ‘‘Outro prejuízo foi a destruição pelo granizo de cerca de 30 barracões onde desenvolvemos o bicho da seda’’, disse. Ainda na área rural alguns animais morreram devido a violência da chuva de granizo. Em determinados locais as pedras de gelo chegaram a ter o tamanho de um ovo de galinha.
Em Santa Maria do Oeste (68 km a oeste de Guarapuava), as localidades de São Manoel, São José e Chapéu do Sol foram as mais atingidas pelos fortes ventos e pela chuva de granizo que caiu às 21 horas de anteontem e durou cerca de cinco minutos. Há mais de 130 pessoas abrigadas na Escola João Cioneck e no Salão Paroquial. Elas perderam praticamente tudo o que possuíam. A prefeitura providenciou roupas, cobertores, colchões e alimentos.
Na comunidade do Arroio do Portão as primeiras 20 casas do Programa Paraná 12 Meses que deveriam ser entregues nos próximos dias foram destruídas. No município de Pinhão (40 km ao sul de Guarapuava) algumas casas também foram danificadas. Na zona rural houve o registro de destelhamento de barracões.

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