Estado de emergência em Umuarama
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sexta-feira, 17 de abril de 1998
Vânia Moreira 
O prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca (PPB) deveria decretar ainda ontem situação de emergência no município em consequência dos estragos causados pelas chuvas torrenciais de quinta-feira. O prefeito dependia apenas de um parecer da Comissão Municipal de Defesa Civil. Membros da comissão percorreram a cidade ontem à tarde para avaliar os problemas. Pelo menos 13 casas construídas em barrancos e perto de riachos ameaçam desabar. Quatro pontes interligando bairros também podem cair. As ruas dos bairros e estradas rurais estão intransitáveis. Não temos mais recursos para socorrer a cidade e vamos precisar de ajuda, diz o prefeito.
Um colapso no sistema de captação da Sanepar deixou metade da cidade sem água ontem de manhã. No final da tarde, pelo menos 25% dos consumidores ainda estavam sem água. O gerente regional da Sanepar em Umuarama, Francisco dos Santos, disse que o abastecimento só seria normalizado hoje de manhã, se não chovesse mais. A Sanepar teve de interromper a captação por causa da grande quantidade de areia arrastada pela chuva para o leito do Rio Piava.
A chuva que caiu durante toda a tarde de anteontem encheu de areia o reservatório da estação de captação. O sistema ficou parado durante 14 horas. Dez funcionários da Sanepar passaram a noite toda retirando terra do reservatório. A capacidade de reserva da Sanepar é de 6,8 milhões de litros, menos da metade do consumo diário, que gira em torno de 14 milhões de litros. Temos reserva para 12 horas de consumo. Depois disso começa a faltar água, disse Santos.
O rompimento de redes em vários pontos da cidade também contribuíram para o desabastecimento. O técnico químico da Sanepar em Umuarama, José de Carvalho, disse que nas próximas horas a água vai chegar às torneiras com uma coloração escura. A população não precisa temer nenhum tipo de contaminação, garantiu Carvalho.


